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Ciume na conversa

Eu estava conversando com um amigo, e entao o Re aparece e fica com ciume. Dai eu explico pra ele que ele nao precisa ficar com ciume, que eu posso conversar com outras pessoas e continuar amando-o. Dai ele se acalma como se fosse uma coisa obvia que nunca havia pensado, dai vai embora e eu continuo conversando com meu amigo.

Festa, briga e o caminhao

Eu morava numa casa mais ou menos igual a que moro hoje, misturada com a ex casa da praia do pai do Re.
Na frente, tinha um portao de madeira e uma garagem grandinha de grama.
La dentro estava rolando uma festa muito animada com meus amigos.
Meu amigo Joselito levou uma coelha, que era a coelha de estimacao dele. A ideia era que ela brincasse com meus coelhos, porem eles nao se deram bem e tive que deixa-la em outro comodo.

Deixei a coelha num quarto com agua e racao, e ela falava comigo, era algum tipo de comunicacao meio rudimentar. Ela perguntava porque tinha que ficar sozinha, eu explico, e digo pra ela fazer as necessidades dela so num cantinho que aponto, e ela diz que tudo bem, que eu sou uma pessoa legal e por isso ela vai fazer certinho. Fico com inveja do Joselito, porque meus coelhos nao falam comigo e eu nao entendo o que eles sentem.

Entao, no meio da festa chega um caminhao, com uma mulher dirigindo. Essa mulher trazia uma encomenda que eu havia feito para uma empresa que eu era dona ou socia. Entao, ela me entregava e falava o preco. Era um preco absurdo, algo como umas 3 ou 4 vezes o preco normal do produto.
Eu reclamo do preco, ela diz que ela sabe que estou precisando, e que se eu nao pagar esse preco, ela vai embora e eu vou ficar com mais prejuizo ainda, pois nao encontrarei outro daqueles pra comprar tao cedo.

Acabo aceitando, apesar do contra gosto. Era uma mulher muito irritante, e eu nao estava feliz com o jeito debochado que ela me tratava, mas como estava precisando dela, nao podia fazer nada alem de aceitar.
Ela foi pegar o produto no caminhao, mas acaba esquecendo de puxar o freio de mao e o caminhao entra no portao e amassa um pouco.

Dai foi a gota dagua, pois eu tinha certeza que ela fez aquilo de proposito. Entao, digo pra ela que vou na delegacia fazer um B.O. contra ela, e que ela tera que pagar meu portao e tambem responder por querer destruir minha casa com o caminhao.
Inicialmente ela comeca a pedir que eu nao faca o B.O., comeca a dizer que foi sem querer, que foi um acidente, e que ela vai se prejudicar muito na empresa por causa disso. Eu digo que o problema nao eh meu, que quando ela quer me vender produto super faturado ela nao pensa se isso vai me prejudicar ou nao, entao tambem ano vou ajuda-la, se vai prejudica-la nao eh problema meu.

Entao ela fica louca e comeca a gritar comigo:
- Vc pode fazer o B.O. que vc quiser, eu vou falar que eh mentira, e eles nao vao acreditar em vc.
- Se vc falar que eh mentira... -  cheguei bem perto do rosto dela - FODA-SE! - e entao o "foda-se ecoa 3 vezes - Nao sou mentirosa como vc, vou alertar as autoridas e vc que se vire com eles, se quiser mentir vai mentir pro delegado, e nao pra mim, vc que se vire com a justica.

Ela sai de la furiosa.
No dia seguinte ela esta num escritorio com alguns colegas de trabalho, e ela comeca a falar mal de mim, que nao sabe como o Reinaldo me atura, ja que sou insurportavel e maltrato todo mundo. Eu sou uma mosquinha que ouve tudo e da risada, porque quem ri por ultimo ri melhor. Fim.

Professores roubam um bebê

Era uma vez um grupo de três professores de biologia, dois homens e uma mulher, que resolveram roubar uma criança que nasceu numa cidade do interior.
Eles enganaram os pais da criança ainda no hospital, se passando por médicos/enfermeiros, e levaram o bebê embora.

Por algum motivo, eles acreditavam que aquela criança tinha alguma mutação prejudicial a espécie humana. Mesmo depois de muito discutirem entre si, chegaram a conclusão que a única forma de fazerem os testes e descobrirem era roubando o bebê.

Depois de terem cometido o delito, estavam os três com o bebê no carro, e já estava sendo anunciado no rádio que a polícia estava procurando o trio que roubou o bebê. Era filho de um casal muito rico e influente na cidade, e por isso nenhum esforço foi poupado, e a tensão entre eles aumentava a cada momento.

Chegaram na capital, porém seus rostos já estavam na TV, seus nomes eram conhecidos, eram o assunto do Brasil todo. O bebê já começava a chorar, possivelmente com fome e sujo, e os professores não tinham como cuidar, pois não tinham planejado com antecedência.

Resolveram ligar para o pai da criança avisando que iam devolver, com o intuito de ganhar tempo. Enquanto um deles falava ao telefone, um transeunte ouviu a conversa e deduziu que eram os professores com o bebê, e começou a gritar, chamando a polícia.
Eles pegaram o carro e foram pra cima de um viaduto. Vendo que não teriam como escapar e seriam presos, deixaram o bebê no carro, numa cestinha, em segurança, e se jogaram da ponte para a morte certa. Adeus mundo cruel.

Os pais recuperaram a criança e deram entrevistas ao jornal, do desespero de perderem o filho, do alívio de reencontra-lo e da incognita da motivação dos sequestradores, que nunca pediram dinheiro. A população logo esqueceu o caso e nunca ficou sabendo o motivo dos professores que levaram a criança, e porque eles preferiram morrer do que ser presos.
Mas alguém sabia.

Alguém sabia que os professores preferiram morrer porque a aberração causada nessa criança traria para o mundo algo pior que a morte rápida. Uma chaga no código genético, que daria a um ser inocente a capacidade de dizimar populações inteiras.
Ninguém sabia, mas os pais do bebê eram cientistas que se conheceram trabalhando no projeto de condificação no genoma. Que desenvolveram uma relação muito íntima ao trabalharem para empresas que fazem alimentos transgênicos em laboratório. E juntos desenvolveram seu maior projeto.

Quem sabia a verdadeira motivação dos professores eram os próprios pais da criança, que a idealizaram com propósitos grotescos e com o intuito de controlar o poder do filho a seu bel prazer.
E então, depois de dar todos os esclarecimentos necessários a polícia e a imprensa, os pais foram embora, levando seu filho no colo e um sorriso malicioso na boca.
Adeus mundo cruel.

Doente, carro caindo do viaduto

Eu estava muito doente e pedia para o meu pai me levar ao hospital. Ele me deixa lá e vai embora, não acreditando que estou doente.
No hospital, eles também não acreditam que estou doente e falam que não vão me atender, até que eu desmaio no chão e começo a vomitar em mim mesma.
Então, me levam para uma salinha e me dão Dramin para que eu não vomite mais e me mandam embora.
Eu tento argumentar, dizendo que Dramin é só pra não vomitar, e que eu estou passando mal de verdade, que não adianta tentarem desviar dos sintomas se a doença ainda está instalada.
Ninguém me ouve, e eu provavelmente não consigo falar direito, pois estou muito mal e com sono que o Dramin causa, e acabo tendo que ir embora de carro sozinha.
Pego o carro, vou dirigindo e começo a passar mal de novo. De repente, estou em cima de um viaduto, como se tivesse dormido por um tempo e só acordado ali, e me lembro que não me deram atestado no hospital, e que nem adianta eu voltar pra pedir, pois mal quiseram me atender, quem dirá me dar um atestado. Estou tão fraca e desesperada, que não consigo dirigir e olhar pra frente ao mesmo tempo, e acabo jogando o carro do viaduto, que quica várias vezes antes de parar ao cair no chão. Fim.

Ano novo, template novo

Olá!

Feliz ano novo pra você que lê meus sonhos :)
Mudei o template, o Reinaldo me ajudou (obrigada rizoto!)... estava precisando renovar, e nada mais justo que começar o ano assim diferente.

Espero que goste, embora o conteúdo seja o mesmo de sempre, mudei a capa.

Ano passado até que escrevi bastante, alguns meses eu negligenciei o blog, estive com problemas e tive um ano difícil, mas ainda assim não foi tão ruim. Acredito que eu melhorei na qualidade, embora tenha caído a quantidade.
Esse ano pretendo melhorar mais em ambos.

Estou tentando escrever melhor as histórias que sonho.
Dizem que quando se escreve, é 1% inspiração e 99% transpiração. Eu nunca tinha entendido isso direito, achava que era tudo inspiração e pronto.
Recentemente estava lendo um livro chamado "A Revolta de Atlas" e tem uma cena (não é spoiler), um cara diz que tem potencial para escrever um best seller, mas como que as pessoas querem que ele escreva se ele tem que usar uma máquina de escrever velha, se ele tem que fazer comida, se ele tem que limpar a casa, se ele não está num lugar lindo e maravilhoso e inspirador, e que o fato de não sair nada não é culpa dele, e sim do mundo.

Então, quando se lê isso, chega-se a conclusão "nossa, que cara idiota". E daí eu me pego fazendo exatamente a mesma coisa em várias áreas da minha vida... dando desculpas pra não fazer as coisas, como se a culpa não fosse minha, como se eu tivesse esperando a solução cair do céu. Mas peraí, a culpa é minha sim, as coisas não surgem do nada, e se eu quero algo, eu tenho que correr atrás.

Portanto, resolvi que não adianta eu escrever meu sonhos como se eu tivesse contando pra um amigo no bar. Se eu realmente acho algumas histórias que sonho tão fodas assim (porque algumas são mesmo), esse é meu 1% de inspiração, e eu tenho que aproveita-los e usar meus 99% de transpiração pra transformar numa coisa tão legal a altura do que aquilo se parece na minha mente.

Eu tenho muita sorte de ter esse 1% de inspiração, acho que eu acordada não consigo pensar em metade das coisas maravilhosas que habitam minha vida enquanto durmo. E elas vem pra mim de forma tão espontânea, eu quero dividir com o mundo as coisas maravilhosas que surgem nos meus sonhos, as vezes eu acho que essas histórias querem ser contadas e se eu puder inspirar uma pessoa que seja por cada uma delas, já tô feliz! :)

Essa é uma das minhas metas de 2012: todo dia vou escrever um pouco, vou transformar meus sonhos mais elaborados em contos bem escritos e postar aqui. Elas conterão a tag "conto", além da tag "sonho" que já levam normalmente. Atualmente tenho uma história em andamento chamada "A amante do imperador", espero que em breve esteja pronta e eu possa colocar aqui, estou escrevendo um pouquinho por dia conforme vai sobrando um tempinho.

Ok, é isso então. Beijos e um feliz ano novo pra nós!

Ritual com sacrificio de um cachorro

Estava acontecendo um ritual de magia negra, e um cachorro seria sacrificado para esse ritual.
Eu assistia a tudo não como se eu estivesse lá, e sim como se fosse um filme. Mas ainda assim, eu sentia uma grande indignação dentro de mim.
Quando pegaram o cachorro, colocaram uma espécie de oléo fervente e cera derretida em seus rostinho, e a pele que antes era dos olhos/pálpebras e do focinho, também se liquefazia, e ele ficava com o rosto todo reto, sem "detalhes", como se a carne se moldasse conforme o bruxo queria.

E, por mais incrível que fosse, além do cachorro parecer não sentir dor, também parecia que ele estava se entregando voluntariamente a aquilo, como se ele tivesse sido hipnotizado ou algo assim.
Eu ficava aliviada pelo fato do cachorro não sentir dor, mas ainda assim a indignação continuava, pois um animal não tem noção do que está acontecendo com ele, mesmo que tivesse sido hipnotizado pra aceitar, continua sendo um abuso. Fim.

Carmella

Sonhei que adotava uma coelha de cor caramelo, igualzinho ao Pitiquis, e colocava o nome dela de Carmella. Fim.

Esse é o Pitiquis:

O apartamento dentro do lugar abandonado

Eu estava andando na rua e encontrava umas pessoas que estudei junto no colegial.
Pensei em fingir que não conhecia, mas eles fizeram a maior festa quando me viram e fiquei até me sentindo culpada.
Então, me convidaram para ir na casa de um deles. Acabei indo.
Era um prédio abandonado, caindo aos pedaços. Entramos, fomos para o subsolo, e quando abre a porta, é um apartamento muito louco, de classe média alta, inclusive tinha janela com uma vista legal (apesar de estar no subsolo).
Ficamos lá no lugar um pouco, e o dono da casa tem que sair e deixa os convidados lá. Do nada, todos os convidados sumiram e eu queria ir embora. Daí saí e deixei a chave embaixo do tapete e fui, mas fiquei com medo de alguém entrar e roubar, já que era um lugar muito feio e medonho por fora. Fim.

Gustavo de volta

Estava no trabalho, e um amigo que se encontra de licença não remunerada (o Gustavo) voltava para cá.
Ele ficava lotado no meu setor, junto comigo e com a Lia, e passávamos o dia inteiro falando besteira.
Num desses momentos, eu dizia pra ele:
- Não sei se posso dizer pra você o que penso da sua volta. Porque, por um lado, estou muito feliz que você voltou, pois sentia muito a sua falta, mas por outro, você voltar significa que seus planos não deram certo, então eu deveria me solidarizar e ficar triste.

Daí ele respondeu:
- Pode ficar feliz, também estou feliz de ter voltado e estar aqui com vocês.

Fim.

Engordar

Depois das festas de final de ano, resolvia me pesar... e para a minha surpresa, estava 6kg mais gorda. Resolvia que nunca mais ia me pesar na vida. Fim.

Putada

Eu havia comprado umas coisas no site www.kabum.com.br (inclusive, um site muito legal, nunca me deixou na mao, sempre entrega rapido).
Eu fiz o pedido e dizia que entregava no dia seguinte, que era um feriado. Chegou o dia e, mesmo sendo um feriado, achei que tinha que receber meus produtos e fiquei revoltada porque nao tinha vindo.

Liguei pra eles, e quando atenderam eu disse o seguinte:
- E ai putada... cade meus kabuns?
Do outro lado vem a seguinte resposta:
- Devido ao uso da palavra "putada", nao poderemos mais entregar seus produtos.
Respondi:
- Mas vcs sao uma putada mesmo. Eu quero meus kabuns.
- Entao a senhora vai precisar assinar um termo que comprova que a senhora nao vai nunca mais falar "putada", e ainda vou precisar de copia do rg e do comprovante de residencia. E se a senhora voltar a falar "putada", nunca mais vai poder comprar na internet.
Assim que enviar os documentos, teremos um prazo de 10 dias uteis para avaliar se sua encomenda vai ser entregue mesmo ou cancelada. Fim.

Promoção

Eu entrava num site com uma lista de promoções culturais pra participar. E só tinha promoções muito boas, eu resolvia participar de tudo e tinha certeza que ia ganhar, ficava contente pois ia ganhar um monte de prêmios super legais. Fim.

Melhor lugar para se proteger de um ataque de zumbis

Ocorria o apocalipse zumbi no mundo. Eu juntava minhas coisas e decidia que iria para um lugar onde tivesse tudo: água, gasolina, local cercado.
Vamos para uma refinaria de petróleo.
Lá, além de espaço, tem muita gasolina e gás, produz sua própria energia elétrica, e também tem sua própria água.

Chegamos lá e tem poucos zumbis lá dentro. Explodimos suas cabeças, e começamos a reforçar o lugar.
Chegamos num lugar que parecia um trepa trepa gigantesmo. É como se o parque industrial fosse um parquinho de diversões.
Usamos essa instalação para subir e observar o local melhor.
Em algum momento estávamos num lugar que parecia um terminal de ônibus, e meu amigo Lucas estava fortemente armado com rifles e metralhadoras. Fim.

O Pai - As aventuras de Scarleth Werewolf

Conto: O Pai
Coleção: As Aventuras de Scarleth Werewolf


Era uma sala de reunião. Uma mesa muito comprida, as paredes brancas, a luz fria. Estávamos quase todos lá, velhos, cansados. Até o Jorginho estava lá. Jorginho só no nome, pois era o mais velho de todos, muito mais idoso que todo mundo.
Fazia tempo que não nos reuníamos, a irmandade se acabou e a força também.
Eu presidia a reunião, mas ela ainda não tinha começado, estávamos esperando os últimos chegarem... e foi durante esse tempo que fui lembrando como nos conhecemos e porque estávamos nos reunindo ali.

Era uma tarde de sol bem quente o dia que conheci o Jorginho. Ele era dono do Mercado do Jorginho, um mercadinho de bairro de tamanho médio. Trabalhava no balcão de atendimento ao consumidor e supervisionada os outros funcionários. Ele tinha uns 45 anos na época, mas os cabelos brancos já eram abundantes.
Eu estava na rua do mercado, correndo, desesperada. Foi a primeira vez que aconteceu, eu não sabia o que era e por isso meu desespero. Corria, mas não tinha destino, apenas corria como se fosse possível deixar tudo pra trás, desfazer a realidade, igual quando a gente acorda de um sonho.
Não sei como ele soube, talvez por causa dos cachorros do estacionamento, que não eram bem cachorros e começaram a latir para mim. Ele saiu do mercado, e me parou. Jorginho usava o colar com aquele símbolo azul, e ele brilhava muito.
Ele me acalmou, me fez entrar, e me levou para uma salinha nos fundos. Sua esposa e seus filhos estavam lá, mais alguns funcionários. Todos usavam um colar com o mesmo símbolo.
Entrei, não entendia o que estava acontecendo, mas estava tão perdida que aquela reunião de pessoas desconhecidas fazia mais sentido do que o que acabara de me acontecer. Eu havia virado um cão.
Um cofre foi aberto, tiraram um colar idêntico e foi colocado em volta do meu pescoço. Na hora, voltei a ser pessoa. Todos me felicitaram, com abraços e apertos de mão, e então Jorginho, que parecia o líder daquelas pessoas, me disse “Parabéns, você é um lobisomen”.

Uma coisa que não mudou em Jorginho foram os cabelos brancos, desde aquela época só aumentaram. Agora sua cabeça foi praticamente toda tomada pelos fios dourados. O que mudou, no entanto, é que ele não usava mais o colar, e também não era mais o chefe do grupo.
Quem se senta agora na ponta da mesa sou eu, e também fui eu quem o convocou. Não tenho essa posição por que quero, apenas porque sobrou para mim depois que Jorginho foi embora sem dar explicação. O lugar ficou muito tempo vago, ninguém se atrevia a tomar seu lugar, nem eu. Nossa organização desmoronou, o poder subiu a cabeça de muitos de nós, sem um guia para nos liderar a coisa foi tomando proporções maiores, onde ninguém se respeitava.
Também cheguei a abandonar a matilha, achava que era a coisa certa, afinal foi o que Jorginho fez. Quantas noites me debati com o fato de não saber porque ele nos abandonou, e que o motivo deveria estar na nossa cara, porém me sentia idiota por não enxergar.
Até o fatídico dia que entendi que eu tínhamos que nos unir, que éramos muito mais do que a vontade de um líder, e que se ninguém se dispunha a ficar no lugar que Jorginho outrora ocupou, eu tinha a responsabilidade moral de encarar esse desafio.

Era uma manhã de inverno com sereno. Não nos reuníamos mais naquela época, o mercadinho estava fechado e nosso ponto de encontro era um terreno baldio na cidade. Isso dizia muita coisa sobre nós, antes organizados num comércio, agora jogados num lugar que não servia para nada, assim como nossa matilha.
Fomos todos para lá, mesmo sem uma convocação formal. Era o certo a fazer, e pelo menos isso nós nunca esquecemos. Saiu na capa do jornal: um jovem apareceu morto, decapitado, com marcas de garras pelo corpo, como se tivesse sido atacado por uma besta.
Nós sabíamos o que eram as marcas, e que não fora um assassinato, e sim um suicídio. Nos sentimos culpados por não termos acolhido o garoto. A mudança é difícil, confusa, e não havia mais uma organização ou qualquer pessoa disposta a guiar o novato pela transformação.
Todos foram para o mesmo local por luto, por medo, ao mesmo tempo para atacar uns aos outros, culpar alguém pela tragédia, e no fundo esperando que alguém nos culpasse, que isso fosse um tranco que fizesse esse motor parado finalmente pegar.
Ele morreu sem ao menos receber uma explicação, ninguém se deu ao trabalho de contar o que acontecia e ninguém achou que ele tivesse valor o suficiente para ganhar o colar azul. E isso era o que mais doía: todas essas atitudes na verdade não diziam nada sobre o garoto, e sim sobre nós.
Foi então que tomei as rédeas, depois de tantos anos sem ninguém sentado àquela cadeira. Toda e qualquer matilha tem um líder, e por isso mesmo sem um líder não éramos mais uma matilha, éramos nada.

Nenhuma mudança é simples, e demorou para que eu fosse aceita. Nunca tive a intenção de substituir Jorginho pelo que ele foi e representou para todos nós. E foi com essas palavras que iniciei a reunião. Estavam todos surpresos e alegres de ver nosso antigo líder ali, e desconfortável pelo fato de sentar numa cadeira de convidado e não de líder. Quem mais se sentia desconfortável era eu, mas nunca deixaria isso abalar o que havíamos conquistado até agora.
Jorginho e sua família foram chamados até essa sala, não como desertores, não como membros da matilha. E sim para ouvirem uma oferta. Os membros antigos estavam todos lá, muitos rostinhos novos também, principalmente de jovens que tiveram a transformação recentemente e, graças a nova força da matilha, não tiveram o mesmo destino do garoto que estampou os jornais anos atrás.
A oferta, na verdade, eram duas. A primeira, oferecemos seus colares azuis de volta. São com esses artefatos misteriosos que conseguimos nos comunicar, nos reconhecer e nos ajudar. Nenhum lobo pode ter uma vida completa sem ele, é muito mais do que um símbolo da matilha, é um símbolo da própria raça.
A segunda oferta foi a palavra. Ninguém pode falar sem que o líder permita, e com tanto tempo sem um líder quase perdemos a nossa comunicação. A palavra foi oferecida a Jorginho e sua família. Jorginho se levantou e a segunda oferta também foi aceita. O pai pródigo a casa retornou.
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Baseado num sonho que tive há algum tempo.

Arena RPG

Era um jogo de RPG real, onde eu e meus amigos participavamos de um jogo com realidade virtual.

Começa com uma arena, de um lado os inimigos, seres mitológicos com armaduras medievais e poderes próprios, como magias e coisas assim.
Do nosso lado, aparecia um baú, com armas atuais, mais ou menos como no jogo Counter Strike.

Nos armamos, e a divisão entre os dois lados da arena desaparece. Começa a batalha.
No começo é bem divertido "chutar uns traseiros", porém quando os monstros começam a me acertar, a dor é real. Eu não aguento e me desconecto. Não achei que a diversão compensava a dor.

Fora do jogo, eu podia observar meus amigos jogando.
Eles estavam nessa arena que parecia um pouco com uma quadra de tênis, onde os times estavam divididos um de cada lado. Meus amigos conseguem derrotar as criaturas usando as armas, e então a parede se abre e eles são liberados para a segunda fase.

Nessa próxima fase, eu posso enxergar por cima todo o mapa do lugar. É uma espécie de labirinto, onde eles devem encontrar um novo baú com tesouros e armas novas, porém o labirinto também esconde um monte de novos inimigos, entre eles um grande dragão super poderoso.

O labiritindo é feito de ruas normais, algumas sem saída, outras com cruzamento. No lugar das casas, temos galpões grandes e abandonados que não dá para entrar.
Fico observando meus amigos andarem nessas ruas, alguns deles estão machucados da batalha anterior. Ao longo do caminho, encontram seres inimigos e há luta, onde estão vencendo sempre, embora os já machucados vão ficando cada vez mais lentos.

Eles estão todos juntos, e entram numa bifurcação, onde de um lado há um baú de tesouro com armas mais fortes. Do lado oposto, vem o dragão enorme ataca-los. Eu penso que faria a seguinte estratégia:
Sacrificaria os mais fracos lutando com o dragão, enquanto os mais fortes pegariam as armas e então matariam o dragão. Sei que assim que a fase termina, os que "morreram" voltam com suas energias renovadas, embora sem suas armas. Mas nesse caso, os mais fortes teriam novas armas e não perderiam as antigas, então os amis fracos teriam com o que lutar.

No entanto, eles fazem diferente, e vão todos enfrentar o dragão juntos. O dragão é forte, e tem muitas magias e ataques que afetam uma área inteira ao invés de só um oponente, e eles estão quase morrendo todos e perdendo o jogo. Fim.

Jabba the Hut

Ontem fiz uma endoscopia, e a anestesia me deixou lesada.
Em algum momento eu vi o Jabba the Hut (do Star Wars), usando um vestido laranja. Porém, nesse sonho, ele não se chamava Jabba, e sim Boba Fat (escrito exatamente dessa forma errada). Fim

Tatuagem no Braço

Eu ia num estudio de tatuagem e pedia pra fazerem um certo desenho. Não doia nada, e saia de lá com um desenho no braço, enorme, de um castelo e um céu meio nublado.
O desenho era bonito mesmo, mas assim que sai de lá me arrependi, e fiquei pensando: por que eu fiz isso? Sei que o desenho é bonito, mas ele não significa nada pra mim, e ainda fiz no braço... nem vou poder esconde-lo, é um lugar que eu nunca pensei em fazer uma tattoo.
Saio desapontada comigo mesma. Fim.

Apartamento antigo

Eu e o Rê resolviamos fazer uma despedida tardia do apartamento antigo, nós entravamos e iamos dormir lá sem avisar ninguém.
Então, tarde da noite a nova dona chega e nos pega lá. Eu explico que estavamos com saudade do apartamento, e ficamos conversando e ela me diz que eu não posso ficar indo lá. No fim, vamos embora para a casa nova. Fim.

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Foi difícil me despedir do apartamento, mesmo sabendo que estou indo pra um lugar melhor, fica sempre a saudade de todos os bons momentos que passamos lá.

Casa sem pai

Estava na casa onde cresci com minha mãe.
Eu mexia nas coisas do meu pai com muita saudade, mas não dava para entender se ele havia morrido ou apenas ido embora.
Conversava com minha mãe, e ela dizia coisas como "agora que seu pai não está mais aqui...".
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Agiamos como se ele tivesse morrido, mas não parecia que ele não voltaria.
Era uma sensação estranha, eu sentia saudade daquela pessoa que ele foi, mas ao mesmo tempo era nítido o fato de que hoje ele não é mais a mesma pessoa.
O mais bizarro é que quem morreu foi minha mãe e não meu pai.

Degradê

Eu tinha uma caixa.
Quando abria, via um monte de coelhinhos... no canto esquerdo tinha um coelho branco e no direito um coelho preto, que era o Negão.
Os coelhos do meio eram mescladinhos de preto com branco, e estavam dispostos de um jeito que formavam um degradê. Fim.
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Fiz um curso de photoshop e aprendi a mexer um pouco. Consegui "desenhar" esse sonho com imagens da internet, depois posto aqui.