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Coelho na rua

Eu acordo e acho uma das coelhas que estou abrigando na  calçada. De algum modo ela conseguiu escapar do viveiro e passar pela tela do portão.
Eu corro desesperada pra pegar a chave, abro o portão e consigo pega-la.
Falo pra ela "Ainda bem que você não correu de mim, porque nunca conseguiria te achar na rua". Fim.

Amityville

Eu estava num bar tranquilo, limpo, com paredes brancas e bem iluminado, então vou ao banheiro desse lugar. Quando saio, assim que passo na porta, estou num bar antigo, cheio coisas em madeira, com cara de bar de faroeste.

Então percebo que estou igual num dos filmes Horror em Amityville, onde as pessoas passam por uma porta e se torna uma portal para outro lugar no tempo/espaço. Fim.

Casa caindo

Após a pintura de toda a casa, o teto de gesso começou a cair e as paredes ficaram fofas e começaram a cair também.
Eu fico revoltada, e falo "se eu soubesse que pintar a casa faria acontecer isso, não teria pintado, deixava como estava". Fim.

Coelhos machucados

Eu ia num lugar e tinha um monte de coelho machucado, uns 10 coelhos.
Daí eu ficava com pena e com raiva, e levava eles pra minha casa e tratava deles. Fim.

Coelhos numa caixa de sapato

Eu ia para o interior visitar um amigo. Esse amigo estava com uma calça de couro e disse que tinha acabado de se separar.
Então, ele me chama pra ver uma surpresa. Ele abre uma caixa de sapatos, e há diversos coelhinhos bebês, tão pequenos e peludos, parecia, bolinhas de algodão brancas e pretas e mescladinhas.
Fico encantada com os coelhos, e então chega a ex mulher dele e acha que estamos tendo um caso. Daí eu explico que vim ver os coelhos e nada mais.
Daí eles se reconciliam e ficamos todos felizes. Fim.

Má Educação

Estavamos em algum lugar com o pai do Rê, e eu era muito estúpida com ele. Apesar de que ele merecia o que eu estava dizendo, eu fui grossa demais, e no fim fiquei questionando se devia ter sido menos grossa. Fim

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Esse sonho é pq as vezes tenho mesmo vontade de confrontar ele, e outras pessoas, por coisa que não concordo. Mas depois acho que eu não devo, porque eu seria realmente grossa igual no sonho, e ia acabar me arrependendo depois.

Transferencia

O pai do Rê vinha aqui em casa avisar que tinha conseguido uma transferência para ele. Então, nós três nos abraçamos e pulamos em comemoração, fazendo uma espécie de rodinha. Fim.

Sangue suga

Eu ia limpar o viveiros das coelhas, e encontrava uma sangue suga enorme no chão, bem perto.
Eu ficava curiosa e com nojo ao mesmo tempo. Resolvi que nao ia tirar, que ia esperar o inseto sair sozinho, porém começo a pensar na sangue suga grudando nas coelhas... e na minha imaginação, eu me vejo penteando os animais enquanto sangue sugas pequenas estão grudadas nelas em diversos locais.
Resolvo tirar a sangue suga do chão e jogar no lixo. Fim.

Coelhos

As 5 coelhas que estão em casa eram adotadas numa feira de adoção, uma a uma, e eu voltava para casa sem nenhuma, feliz por elas terem arrumado um lar. Fim.

Professor de ingles

O presidente da Câmara resolvia que ia largar a política e seguir seu sonho: dar aulas de inglês. E todos os funcionários da Câmara eram obrigados a ir em suas aulas.
Eu fui escalada para ir na aula da noite, mas como eu estava com preguiça resolvi enrolar no banheiro. Quando sai, percebi que tinha uma fila enorme de pessoas esperando apertadas para entrar, entre elas uma colega de trabalho que falava ao celular sobre um podcast que ela participaria.
Eu estava com saia jeans bem curta uma blusa branca, e eu pensava "nossa, como eu cabi nessa roupa?", então me olhava no espelho e eu era bem magrinha. Fim.

Vó indo embora de ônibus

Minha vó era minha faxineira. Então ela terminou o trabalho e ia embora, eu ofereci de leva-la até o ponto de ônibus e ela disse que não pegava mais ônibus porque o degrau é muito alto e ela tinha dor nas pernas, então ela vai embora de metrô mesmo tendo que andar mais da estação. Fim.

O médico transtornado

Uma viagem programada, um fim de semana romântico para comemorar seus 30 anos de casados. Uma cidade do interior não muito pequena, hotéis confortáveis e preço acessível. Um casal no carro como tantos outros, mas essa viagem se tornou diferente de qualquer outra.

Eles chegaram a noite, a intenção era ter esse tempo para descansar da viagem, e acordar cedo no dia seguinte para aproveitar melhor a cidade.
Estava tudo especialmente vazio, não se via vivalma, fato que acabou sendo creditado ao provincianismo local.
Chegaram ao hotel fazenda, que ficava no meio de uma estradinha de terra. A luz fraca vinda de um poste iluminava a entrada em arco, cheio de flores coloridas. O portão estava aberto, escancarado.

Estacionaram o carro em frente a uma espécie de guarita, as luzes estava acesas mas ninguém apareceu. Desceram, tocaram a campainha, nada. Parece que as coisas tinha sido largadas assim de repente, pois havia um computador ligado e até um copo de café frio no balcão.
Esperaram. Como ninguém apareceu, eles se esgueiraram atrás do balcão e pegaram a chave do chalé que haviam reservado. Resolveram que iam dormir e depois explicariam, afinal já estavam cansados e passava da meia noite.

No dia seguinte, acordaram cedo como planejado. Repararam que não havia outros carros e nem outros hóspedes. Foram ao restaurante onde um café da manhã seria servido: fechado. Na guarita, ninguém, o café frio continuava no mesmo lugar da noite.

Pegaram o carro e foram para a cidade, não sem antes tirar toda a bagagem do chalé e coloca-la de volta ao porta malas.
As ruas, a praça central, a igreja matriz. Tudo deserto, parecia uma cidade fantasma. Ligaram o rádio, apenas estática.
Rodaram as ruas da cidade, apesar da beleza do lugar a apreensão só aumentava, e finalmente resolveram voltar pra cidade grande.
Enquanto se dirigiam a estrada, viram um carro, correndo. Seguiram.

Era um carro bonito, esportivo. Ele subia uma rua bem larga, cheia de casas enormes, tão bonitas e caras quanto o automóvel.
Parou na frente de uma casa bem grande, provavelmente a mais bonita que já viram pessoalmente, com um quintal enorme sem muros.
Um homem de trinta e poucos anos saiu meio cambaleante do carro e entrou na casa, aparentemente a porta não estava trancada porque ele não usara chaves.

O casal se entreolhou, e com aquela comunhão de idéias que só pessoas que convivem há muito tempo tem, não precisaram falar nada: os dois resolveram que iam atrás do homem e satisfazer sua curiosidade sobre o que estava acontecendo.

A porta estava entre aberta. Era uma casa espaçosa, com decoração clean de móveis claros e paredes brancas. Uma parede era inteiramente de vidro e era tudo tão luminoso que quase doía os olhos. Parecia mais um laboratório do que uma residência.
 A casa ao invés de ser construída para cima, tinha um projeto peculiar, e o andar adjacente era para baixo, o que talvez explicasse a necessidade de tanta luz.

De onde entraram podiam ver que o homem, que usava um jaleco branco, estava no andar de baixo. Cochicharam entre si que deveria ser um médico.
Era possível vê-lo se movimentando de forma meio atribulada, derrubando ocasionalmente coisas no chão, provavelmente enquanto fazia as malas.
Ele falava, mas não era com outra pessoa. A voz que ele fazia ao falar não era uma voz que um homem adulto usa numa conversa normal, era algo meio infatilizado, ele parecia alguém falando com um cachorro.

- Você vai ficar bem, guinha. A gente vai dar o fora daqui antes que alguém faça qualquer coisa com você. A gente vai se recuperar...

Eles desceram as escadas, que ficava no meio da sala de estar e tinha degraus bem largos onde cabiam confortavelmente três adultos ao mesmo tempo. O andar abaixo tinha uma série de bancadas e recipiantes de vidro com líquidos coloridos.
Quando o médico os viu, ele se assustou, procurou algo para se defender e não achando, jogou uma mala de viagem aos pés do casal, gritando.

- Vocês não tem direito de levá-lo embora. Não estou no laboratório, estou em casa, eu tenho direitos!
A esposa começou a falar:
- Calma, não somos ladrões. Só queremos saber...
Ela foi interrompida pelo médico, que corria de um lado pro outro, e gritava:
- Não são ladrões, são do governo, dá na mesma. Vocês não podem levar o Guinha, ele não fazia parte da pesquisa. Eu deixei todos os outros no laboratório que vocês queimaram! Eram mais de 100, e vocês queimaram todos! Não vou deixar vocês matarem o Guinha. Eu vou conduzir minha experiência de maneira independente agora.

Enquanto falava, ele ia cada vez mais recuando, em direção a uma porta que tentava fechar. Pelo ângulo certo, foi possível observar o que tinha dentro daquele cômodo.
Era um banheiro com uma grande banheira. Dentro dessa banheira havia um líquido azul fosforescente e boiando nessa água turva havia uma formiga... uma formiga de quase 2 metros de comprimento!
À visão dessa aberração o esposo ficou assustado. Apesar de estar na meia idade, ainda era forte e se jogou em cima do médico, subjugando-o ao chão. Trancou a porta atrás deles, em pânico, gritando:
- Cuidado, aquela coisa ia te pegar!
- Aquela coisa é o Guinha! Ele é inofensivo...
Enquanto o médico proferia essas palavras, o homem o soltou um pouco, o que o fez colocar as mãos no rosto e chorar, incontrolavelmente.

Agora de perto, puderam observar que o médico estava com olheiras enormes, cabelo ensebado e até um pouco fedido. Parecia uma pessoa a beira do desespero e do cansaço.
A esposa sentou no chão junto deles, e o casal consolou o jovem até que ele conseguiu parar de chorar e, convencido de que eles nada mais eram do que visitantes curiosos, contou-lhes a história, ainda em meio a soluços eventuais.

O médico era um cientista que trabalhava num projeto secreto de uma parceria publico-privada entre o governo e uma grande empresa farmacêutica. A idéia era manipular o DNA de algumas espécies nativas para que, em contato com certos produtos químicos inofensivos ao seres humanos, os animais perdessem determinados atributos, principalmente a vontade de comer alguns tipos de plantas muito usadas na agricultura ou até mesmo materiais da construção civil.
Era um projeto pioneiro, que substituiria os tão temidos agrotóxicos e venenos da dedetização convencional, e que possibilitariam colheitas melhores e menor perigo de cupins e outras pragas urbanas.

Porém, o produto era muito caro. Na tentativa de barateá-lo, a empresa tirou um dos compostos de segurança, que impediam os animais de criarem mutações espontâneas em cima das mudanças genéticas.
Os testes iam muito bem, até que resolveram experimentar nas formigas. Elas tem um apetite voraz, e na tentiva de alterar esse paladar em seu DNA, uma outra cadeia da sequência foi afetada. Sem a trava que impedia a mutação, elas desenvolveram uma série de características indesejadas, entre elas o tamanho descomunal e a mudança de alimentação, que passou de açucar e fungos para carne.

Essa nova preferência alimentícia foi descoberta quando algumas formigas gigantes coordenaram um ataque a um dos cientistas, comendo-o por inteiro em apenas alguns segundos. O local foi colocado em quarentena, e logo depois destruído por completo.
O que eles não sabiam era que muitas formigas de tamanho comum escaparam do prédio, mas carregavam dentro de si a falha no DNA latente, só precisavam entrar em contato com o produto ativador.

Ao construírem suas colônias, algumas espécies de formiga criam fungos para poder se alimentar. Embora cativos, as vezes os fungos conseguem dominar algumas formigas e fazem com que elas trabalhem para tirá-los de lá e arrumem um lugar novo para viverem, são conhecidas pela ciência como as formigas zumbis.
 Por uma coincidência sinistra, esses fungos tem como habitat ideal lugares que são ricos em certos compostos químicos, os mesmos que desencadeiam a mutação das formigas.

O estrago estava feito e uma nova espécie de formigas gigantes e carnívoras foi criada. Porém, não eram formigas livres, e sim insetos autômatos, dominados por um fungo. Por sua vez, os fungos mantiveram o mesmo crescimento de antes, o que impossibilitou-os de dominar essas formigas por completo dessa vez.
A natureza, em sua tentativa irrefreável da manutenção da espécie mais apta, deu um jeito na situação, transformando a relação predatória dos fungos e das formigas numa espécie de mutualismo. Agora, as formigas carregam os fungos como hospedeiras intermediárias, mas ao se alimentarem transmitem assim os fungos para seus hospedeiros definitivos: os humanos, transformando-os em zumbis com características insectóides, pois é dessa forma que os fungos conseguem controlá-los.

O problema começou na noite anterior, e a cidade foi evacuada, mas o ataque não foi contido e está se espalhando numa escala sem precedentes.

Guinha, corruptela de formiguinha, é uma formiga gigante que o médico criou em casa por achar divertido. E agora é o último espécime das formigas mutantes não-zumbificada por fungos, e resta nesta formiga e no médico a última esperança da humanidade de controlar o ataque dos zumbis insecta.

Tocados pela dedicação do médico a essa causa, e vendo que o que aconteceu nessa pequena cidade  é apenas uma amostra do que vai acontecer no mundo todo, o casal resolve ajudar o médico.

E assim eles ganharam um presente de casamento inesquecível: a chance de salvar o mundo. Fim.

Casa para alugar

Eu estava em casa, mas minha casa era muito grande, era tipo a rua inteira e estavamos tentando coloca-la me ordem, limpa-la, etc.
Estavamos na parte da rua, dentro de um carro, tentando fazer uma mangueira funcionar. Nisso, o Re diz que vai no mercadinho da esquina comprar algo pra comer, e eu fico lá soziha.
Passa uma vizinha perguntando se eu vou fazer o muro, eu pergunto que muro ela está falando, e ela me diz que como meu terreno termina direto na rua, eu devia fazer um muro, porque as pessoas nunca sabem se estão na rua ou dentro da minha casa.
Daí fico pensando que além do que já estou fazendo, terei também que fazer um muro ali.

Eu desisto de mexer na mangueira e a desligo. Nisso, de dentro do carro abre um buraco e começa a sair algumas pessoas da minha família, como a minha madrinha. Ela diz que está indo pra uma festa, e agradeçe o uso do buraco da minha casa. Eles vão embora e eu vou na esquina ver o que o Reinaldo está comprando.

Eu vejo que ao invés de estar no mercado, ele está numa mini mercearia, e fazendo uma compra enorme. E tudo com preço caro, já que lá só é feito para você comprar coisa pequena, e não um monte de coisa de uma vez. Além disso, demora pra caramba pra pegarem e passarem as compras, e eu fico irritada porque está pagando caro e tendo um atendimento muito ruim. Vai escurecendo lá fora e eu vou ficando cada vez mais brava.

Quando termina de comprar, não tem mais sacolinhas e eu falo pro Rê com aquela cara "e aí, vai levar as compras como? Eu te disse pra não comprar as coisas aqui e vc continuou comprando...". Ele me ignorou e me fez carregar boa parte das compras, e colocou por cima o Doritos que eu estava com vontade de comer. Mas eu vi que ele só comprou o Doritos quando eu entrei e comecei a reclamar, então nem isso me apaziguou, pois ele não tinha lembrado.

Colocamos as coisas no carro, e eu o lembro que tínhamos comprado uma outra casa na mesma rua, e teríamos que arruma-la, já que o intuito era aluga-la. Só que como já estava escuro, ia ser mais difícil olhar. Ficamos pensando em o que fazer exatamente com a casa para aluguel e como por o muro na nossa casa.

Então, eu agora sou uma senhora muito velha e viúva, e lembro dessa história pensando que foi muita sorte construirmos diversas casa para aluguel nesse terreno, pois agora vivia da renda desses aluguéis, já que era muito velha e não podia mais trabalhar. Nessa nova realidade, era tudo cinza e frio, em contraste com a lembrança que era ensolarado e calor. Fim.

Roubaram meu Addes Frape de Coco

Eu abria a geladeira e nao achava meu Addes sabor Frape de Coco.
Ficava procurando desesperadamente, até que achava só a emabalagem vazia na pia da cozinha.
Perguntava pro Rê se ele tinha tomado, e ele diz que sim. Eu começo a reclamar que ele nem me avisou, nem pediu, nem deixou um pouco pra mim, e ele é bem estúpido comigo. Fico muito chateada. Fim.

Pitico na garagem

Resolvi que vou postar todos os sonhos antigos que nao postei, mas por acaso eu lembro.
Um deles foi muito importante pra mim, faz cerca de 1 ano:

Eu estava nessa casa onde moro hoje. Numa espreguiçadeira na garagem com o notebook no colo, e então um coelho marrom e pequeno vinha correndo e me rodeava que nem louco. E então eu dizia:
- Rê, olha o Pitico! Ele não para! Olha o Pitico!
Fim.
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Agora as partes estranhas desse sonho:
- Nós não sabíamos ainda se ia dar pra mudar pra essa casa mesmo, só tinhamos vindo visitar. E deu certo.
- Eu nao tinha o Pitiquis na época. E quando ele chegou, ele era igualzinho ao do sonho!
- Nós achavamos que o Pitiquis era menina e a chamavamos de Pitica, e depois descobrimos que era macho, por pouco não o chamamos de Pitico.

Se eu fosse supersticiosa, diria que foi algum tipo de premonição. Mas sei que eu já estava apaixonada pela casa, e que em breve arrumaria um coelho. O nome veio do sonho, e a cor foi coincidência.
Ainda assim, é muito gozado tudo isso.

Em tempo: eu não deixo o coelho na garagem e nem tenho uma espreguiçadeira.

Conhecendo o hotel pela entrade de serviço

Estávamos almoçando na casa da minha sogra, e nesse dia foi uma mulher que era amiga dela e a filha almoçar também. Ficamos amigos da filha dela, e ela nos diz que trabalha num hotel que abriram recentemente, que é o hotel mais chique do Brasil inteiro, deixando pra trás até outros hotéis da mesma rede.

Então, eu e o Rê lembramos da vez que nos hospedamos num desses hotéis da mesma rede, e que invadimos um quarto chique com piscina e quase fomos pegos.
Daí ela oferece de nos mostrar o hotel por dentro e aceitamos.
Todas as memórias da vez que aproveitamos o outro hotel escondido me vem enquanto chegamos nesse novo hotel.

Chegamos na recepção e falamos que somos amigos da moça, e nos dirigem até a entrada de serviço, onde ela vem nos buscar. Subimos por um elevador de serviço e ela nos leva pra ver os quartos por dentro.
São realmente impressionantes, mas com exceção da suíte presidencial (que ela não pode nos mostrar pois só tem uma e estava ocupada), nenhuma delas tinha piscina própria, o que eliminou um pouco o encanto.

No final agradecemos o passeio. Ela volta a trabalhar, e ficamos na frente do hotel, numa passarela, andando pra lá e pra cá olhando pro prédio majestoso e lembrando do que aprontamos no passado e de como poderíamos aproveitar a amizade com a moça para invadir esse hotel também. Mas não chegamos a nenhuma forma legal, e desistimos. Fim

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Esse sonho foi muito engraçado porque ele era realmente uma continuação do outro sonho que postei agora, e era tão real...
Fico pensando que no mundo dos sonhos, alguns deles fazem parte do mesmo cenário, do mesmo universo.
Não é a primeira vez que sonho continuações ou lembro de outros sonhos dentro do sonho, mas foi a primeira vez que lembrei de um sonho de muito tempo atrás e sem maiores significados.

Invadindo quarto de hotel

Esse foi um sonho que tive ha muito tempo e nao havia postado, mas como tive um sonho subsequente a esse, estou postando agora:

Eu e o Re nos hospedavamos num hotel bem chique, so que ficavamos no quarto mais simples que eles tinham. Era so a cama e um banheiro, e o quarto era muito pequeno mesmo.
Enquanto olhavamos pela janela, percebemos que todos os andares eram bem grandes e neles tinham de todos os tipos de quartos que o hotel oferecia.
Alguns quartos desses minusculos, alguns maiores e tambem um super legal que era duplex e tinha uma piscina propria.

Ficamos fascinados por esse quarto enorme, que tinha uma piscina e uma varanda enorme, e passavamos varias horas na janela "namorando" o quarto. Nisso, notamos que o quarto do nosso andar estava vazio.
O Re tem uma ideia louca da gente sair pela janela, ir andando pelo parapeito do predio ate entrar no quarto fodão e ficar lá aproveitando.
Eu digo que a idéia é ruim, pois provavelmente íamos cair lá de cima e morrer, e que seria muito mais inteligente se entrassemos pela porta da frente.

Ele achou que seria impossível entrar pela porta, mas ela estava apenas encostada, e não trancada. Eu disse que as portas de hotel só ficavam trancadas quando tinham hóspedes, do contrário ficavam encostadas para facilitar a limpeza e tal.

O quarto era o máximo, lindo, tinha uma cama enorme e macia e ficava no segundo andar. Era tipo um loft, onde do segundo andar voce podia olhar o primeiro. No primeiro andar havia essa piscina maravilhosa na sacada e uma area de descanso, televisões gigantes e uma cozinha.

Passamos o dia inteiro lá curtindo o quarto, estávamos deitados na beira da piscina de boa quando ouvimos a porta abrindo e um casal entrando com as malas.
Ficamos desesperados, com medo de eles nos acharem lá dentro e chamarem a polícia, ou de nos cobrarem pelo uso do quarto, o que certamente não teríamos como pagar.

Então, fugimos pela sacada, andando pelos parapeitos do prédio até chegar na nossa janela, do jeito que o Rê queria que tivessemos ido. No fim, não caímos, mas passamos um belo susto. Fim.

Vó especialista em celular

Minha vó era especialista em celular, e quando perguntavamos as coisas, ela ficava falando sobre as especificações dos celulares e ninguém entendia nada.
Numa dessas vezes, ela começou a falar e eu parei de prestar atenção. E então, por um momento, eu me senti culpada, pois ela está velha e em breve não estará mais entre nós, e resolvi que ia ouvir mesmo sendo chato, que iria aproveitar todo o tempo com ela. Fim.

Coelhos na garagem

Eu acordava e estava um dia ensolarado muito bonito.
Então, eu solto os coelhos na garagem e eles começam a comer as plantas.
Nessa hora eu percebo que as plantas da antiga dona da casa ainda está aqui, e que eu não gosto de plantas e pretendo devolvê-las a antiga dona. O irmão dela passa na frente da casa, e me diz para colocar as plantas num elevado que tem na garagem, dizendo que ficaria mais bonito. Eu coloco.
Os coelhos correm por todo o lado, eram dois, o Pitiquis e um machinho bebê muito pequeno.
A entrada da casa não era reta, e sim num formato octogonal, e o sol batia de uma maneira meio alaranjada.
Eu tenho medo que os coelhos passem pela grade e vão para a rua, então os coloco para dentro novamente. Fim.

O ataque dos zumbis insectas

Era noite ja avançada, estava num ônibus de viagem voltando para São Paulo. Apesar do cansaço, estava ansiosa para chegar logo. O ônibus estava na Marginal Pinheiros, e eu olhava a imagem iluminada da cidade que se espelhava no rio.
De repente, o motorista parou o ônibus. Podiamos ver bloqueios em toda Marginal, e ele nos avisa que a cidade esta sitiada a partir daquele ponto, e que deveriamos esperar a liberação para podermos entrar. Disse também que não era nada grave e que em breve deveríamos ser liberados.

Então, somos levamos a uma padaria bem grande de três andares para esperar. Ligo para casa, e peço para ser buscada, já que não pretendia ficar esperando um tempão ali estando tão perto de casa.
Subo para o último andar com meu café, e enquanto o saboreio ouço um barulhão vindo dos andares mais baixo.
Olho pela escada em espiral, e vejo outros passageiros do ônibus sendo atacados por pessoas ensandecidas, com roupas ensanguentadas, que os mordem... e essas pessoas começam a subir as escadas.
Aproveito que estou no último andar e procuro algum tipo de saída de emergência, e encontro uma porta que leva para uma escada marinheiro externa. Chamo as pessoas que estão ali, mas ninguém me dá ouvidos, eu viro as costas e vou desço as escadas.

Ao chegar no chão, consigo ouvir os gritos vindos de lá de dentro e resolvo correr pela rua, procurando algum tipo de lugar para me proteger. Fico pensando que esse deve ser o motivo de porque a cidade esta sitiada... está acontecendo um ataque zumbi, e aparentemente os bloqueios não estão conseguindo contê-los.
Resolvo voltar ao ônibus, provavelmente minha melhor chance seria sair da cidade.

Enquanto vou decendo a rua, os zumbis que estavam na rua começam a me perseguir. Percebo que eles andam mais rápido em linha reta e ficam meio confusos quando tem que mudar a direção, e passo a correr em zig zag para ter mais chance de sobrevivência.
Nessa correria, pego um pedaço de pau no chão e quando eles chegam perto, dou pauladas na cabeça deles com o intuito de assustá-los ou mesmo matá-los, porém eles aparentemente não sentem nenhum tipo de dor e um deles, mesmo com a cabeça estourada, continuou andando atrás de mim.

Fui decendo a rua em zig zag, me desviando dos zumbis, enquanto tentava planejar um caminho mais seguro de chegar no ônibus de viagem que ficara parado na avenida.
Os zumbis estão aumentando muito em quantidade, se aproximando cada vez mais, e eu não estou mais perdendo meu tempo batendo neles, pois perdi a esperança de conseguir abatê-los.
Ao final da rua, perto da esquina, vejo um carro semi aberto. Entro dentro dele e tranco as portas, com a intenção de despistar os zumbis e ter mais chance de fugir.

Enquanto estou dentro do carro, tento ligar novamente para casa, mas agora ninguem atende minha ligação. Temo pelo pior.
Coloco o celular no modo silencioso, para não ter perigo de ele tocar enquanto estou escondida e chamar atenção para mim, quando vejo um homem tentando entrar no carro desesperado. Fico assustada, mas percebo que ele parece normal e que os zumbis estão vindo na direção dele. Ele tenta olhar dentro da janela, e eu abro a porta para ele. Se a porta do carro estava aberta antes, provavelmente é porque tinha um dono.

 Ele entra e logo fecha a porta atrás de si. Não dou tempo que ele tente me expulsar do carro, e já vou dizendo que temos que ir até o ônibus de viagem para fugir dessa cidade infernal, quando ele me pergunta se tentei ligar o carro. Digo que não, e ele diz calmamente que está sem gasolina, que ali foi o maximo que ele conseguiu chegar dirigindo e havia saído procurando um posto, como não achou estava voltando para o carro para se refugiar dos zumbis que estavam lá fora.

Eu digo onde está o ônibus, não é longe, é apenas um quarteirão para chegar na Marginal e que podemos alcançar lá se corrermos. Por sua vez, o homem me diz que veio de lá e que está infestado de zumbis, sendo virtualmente impossível ir a pé.
Ele me mostra que a casa ao lado de onde o carro está estacionado tem um muro meio baixo, e que poderíamos subir em cima do carro, subir no muro e ir por cima do telhado das casas, afinal os zumbis não parecem ser escaladores.

Esperamos um momento mais propício, com poucos zumbis por perto. Saímos do carro, subimos no capô e pulamos para cima do muro da casa ao lado. Enquanto executavamos essa manobra, os zumbis começaram a se aproximar e imitar nossos passos, de forma que passaram a nos seguir em cima das casas também.

Ao percebermos que os zumbis nos seguiam, também reparamos que no meio da rua havia um zumbi muito maior que os outros. Ele além de ser mais alto e mais robusto que os outros, parecia que sua pele estava quase estourando por não suportar sua própria essência. Além disso, ele estava em avançado estado de putrefação e brilhava levemente azulado, mas como era de noite sua luminosidade não era tão sutil.

Além de ser um zumbi que se destacava no meio dos outros, ele ficava parado e parecia que, de alguma forma, ele conduzia os outros zumbis. Não tive dúvidas e atirei um pedaço de telha quebrada nele. O golpe não foi dos mais fortes, mas percebi que enquanto seu corpo recuava com o impacto, o corpo dos outros zumbis menores também recuaram da mesma forma.

Foi aí que percebi: eles são zumbis insectas! Seus corpos são coordenados por uma única mente, assim como uma colônia de formigas são coordenadas pela formiga rainha. O segredo seria não apenas alcançar o ônibus, como usá-lo para atropelar e destruir o zumbi-rei.
Enquanto pensava nisso e andava sobre o teto das casas, tomando cuidado para desviar dos cabos elétricos que poderiam nos eletrocutar, vejo que meu companheiro foi agarrado pelos zumbis que nos alcançaram. Já estávamos na metade do quarteirão, e ele grita para que eu vá e me salve, enquanto ele tentará segurar os zumbis o máximo que puder.

Continuo o caminho sem olhar para trás, até que chego no fim quarteirão. Não há tantos zumbis daquele lado, eles aparentemente estão todos reunidos ao redor do carro tentando subir por onde subimos. Pelo visto, eles aprendem apenas pela observação.
Não há forma segura de descer do telhado, eu me seguro nas grades do muro o máximo que consigo e me jogo ao chão. Caio um pouco sem jeito, ralando o joelho e as mãos, mas por sorte sem nenhum dano sério.

Corro o mais rápido que posso, ainda em zig zag, até o ônibus. Ele está vazio, com exceção do corpo do motorista totalmente devorado nas escadas de entrada. Com pressa, puxo o que resta de seu corpo para dentro do ônibus e aperto o botão de fechar a porta. Ela se fecha na cara do primeiro zumbi que chega no ônibus. Por enquanto estou segura.

Procuro nos bolsos daquele cadáver destroçado a chave do ônibus, e a encontro. Sento no banco do motorista, coloco a chave na ignição e torço para que dirigir um ônibus seja parecido com dirigir um carro, pois nunca dirigi algo tão grande antes na vida.
Apesar da dificuldade, o princípio é o mesmo. Fazendo muita força, consigo virar o volante e entrar na rua da qual sai.
O rei-zumbi-insecta ainda está no meio da rua com seu horripilante brilho azul.

Vou pegando velocidade com o ônibus conforme vou avançando, e sem dó nem piedade eu atravesso aquele corpo inchado e brilhante. Ele bate no vidro do ônibus e vai escorregando devagar pra baixo dele, deixando uma marca de um líquido azulado. Vou procurando a ré, enquanto so zumbis começam a rodear o ônibus, tentando proteger seu mestre.

Recuo com o ônibus, e vejo que o rei insecta ainda está pulsando, vivo, no chão. Avanço novamente, agora com cuidado para que ele não apenas seja atacado pelo impacto do ônibus, mas para que seja esmagado por debaixo de suas rodas.
Sinto o estremecimento do veículo, como se tivesse passado em cima de uma lombada. Sinto outra vez, quando passo com a roda traseira. Dou ré novamente, só para garantir que meu trabalho esteja completo, apesar de já perceber que os outros zumbis estão caídos no chão, mortos.
Não sei exatamente quantas vezes atropelei o rei-zumbi-insecta, mas foi o suficiente para que ficasse macerado, até que seu líquido azul gosmento parasse de brilhar há muito.

E então, em nome do herói anônimo que se sacrificou para que eu vivesse, sigo para a cidade, a procura de outros reis-zumbis-insectas para serem esmagados pelo meu ônibus assassino. Fim.