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Spaguetti

Eu comia um Spaguetti com molho vermelho e carne moída.
Mas não era um spaguetti comum, ele tinha vazado por dentro e o molho vinha pro dentro como se fosse um canudinho. Fim.

Peixe boi

Havia dois peixes boi, porém não tínhamos água suficiente para eles. Então, eles passaram a flutuar pela casa... era lindos, mansos, e eu os abraçava e flutuava junto.

Cocô nas calças

Eu estava numa festa, que era feita numa casa enorme com um quintal gigante.
Então, um menino muito bonitinho de uns 10 anos estava correndo de outras crianças, com cara de choro e se trancou numa mini casinha que tinha no fim do quintal.
As crianças gritavam e batiam, querendo entrar.
Percebi que as crianças estavam querendo fazer algum mal para o menino, então os expulsei e bati na porta, falando que podia ajuda-lo.
Ele me deixou entrar, e então ele me disse que fez cocô nas calças e perguntou se eu podia trocar a fralda dele.

Fiquei numa sinuca de bico: primeiro, eu não ai trocar fralda de ninguém, muito menos de moleque de 10 anos.
Mas, o que fazer? Se o menino usa fralda, ele deve ter alguma doença, ou algum retardo mental, e eu disse que ia ajudar.
Por outro lado, a mãe devia ter ensinado o menino a se virar, porque 10 anos é idade suficiente. Fim.

Tumblr

Fiz um Tumblr, apenas com fotos de coelhos.
Se quiserem visitar, aqui está o link:

http://rabbitpalooza.tumblr.com/

6 mil em gasolina

Eu estava num posto de gasolina, e havia uma promoção que quem pusesse mais gasolina no carro naquele dia, ia ganhar gasolina grátis por toda a vida.
Pensei que seria interessante, pois eu poderia vender essa gasolina como uma forma de investimento.
Então, eu coloco 6 mil reais em gasolina, pensando que as pessoas apenas colocariam o que cabe no carro.
Naquele momento fui mesmo a pessoa que mais comprou gasolina, mas logo em seguida outras pessoas passaram a comprar valores absurdos de gasolina e me passaram para trás.
Então, me deu um desespero: nossa, como eu fui burra em fazer isso! Uma idéia muito idiota, e agora perdi 6 mil reais com uma gasolina cara que vai demorar anos pra eu usar tudo.
Daí acordei, e fiquei aliviada que foi apenas um sonho.

Festa em varios andares

Era uma festa de onde trabalho, ao inves de ser na Camara, era numa especie de predio de tres andares, porem nao haviam pares, apenas chao e teto.

No andar terreo tinha uma mesa gigante, onde todos comemos juntos. Apos o almoco as pessoas se dispersaram para os outros andares e para os arredores do predio.

No segundo andar, estava acontecendo algum tipo de jogo de baralho e fui convidada a jogar com as outras duas pessoas.
Jogamos e foi muito divertido, e alem disso eu vestia uma roupa muito estranha que lembrava vagamente a roupa de banho do cara do filme Borat, embora ninguem parecesse notar. Fim.

Barriga com hematoma

Minha barriga doia muito.
Entao, tirei a calca e percebi que minha barriga estava com hematomas enormes e muito roxos. Percebi tambem que eles apareceram porque eu engordei absurdamente em alguns minutos, e o fato de estar usando uma calca agora de numeros menores fez com que a pressao do meu corpo contra a calca criasse os hematomas. Fiquei muito assustada e achei que fosse morrer. Fim.

Problemas resolvidos com chiclete de uva

Era uma manha chuvosa, havia chovido tanto que uma enchente muito grande devastou a cidade.
Nem isso me impediu de ir aonde eu precisava ir.

Entro na estacao de metro, a agua esta bem alta, acima do meu joelho. Continuo andando, passo a catraca. Vejo que tem corpos mortos em cima das catracas, pessoas que morreram afogadas na enchente.

Continuo meu caminho e desco as escadas rolantes. Eu fico surpresa quando vejo o metro vazio, pois dias de chuva e enchente normalmente fazem do metro um lugar mais lotado do que ja costuma ser.

Entro no vagao, e encontro meu amigo Arthur. Mais uma surpresa, ja que nem eu nem ele moramos desse lado da cidade.
Nos cumprimentamos e comeco a contar pra ele que quero largar a faculdade.
Apesar de estar pegando metro de manha cedo, cumprindo com as minhas obrigacoes, tudo o que quero eh ir para casa dormir.
Nao aguento mais e nao vejo porque continuar nesse calvario.

Entao ele me diz para fazer o que eu quero, me da um chiclete de uva e me manda pra casa dormir. Desco na estacao Se e faco baldeacao em direcao a minha casa e nao em direcao a faculdade. Problema resolvido com gosto de uva... decido que vou largar a faculdade e seguir - literalmente - meu sonhos. Fim.

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Esse sonho foi em relacao a faculdade que fazia em 2007-2008, que acabei largando sim, mas porque passei num concurso e nao teria como estudar e trabalhar ao mesmo tempo.
Apesar de gostar muito da faculdade (senti muita falta das aulas no comeco), sei que fiz uma escolha mais vantajosa. Porem, sempre fica aquela sensacao de que larguei mais uma coisa pelo caminho...

Meus sonhos recorrentes em relacao a escola tem evoluido muito. Parei de ter o sonho de sempre que eu sempre falhava em alguma coisa, que eu repetia de ano ou simplesmente nao conseguia acompanhar as aulas. Acho que superei o ensino medio quando consegui terminar o tecnico em contabilidade em 2010.

Agora tenho que superar ter largado a faculdade... prevejo duas coisas: terei esse sonho mais vezes, e superarei no fim de 2011 quando me formar na faculdade que estou fazendo agora.

Super heroína

Eu sou uma super heroína, posso voar e transformar qualquer animal em coelho.

69 eyes

Devido a eu ter perdido o show do 69 eyes no ano passado, foi me oferecido um prêmio de consolação: toda vez que eu for trabalhar, terei show ao vivo do 69 eyes no trem e no metrô até eu chegar no meu destino. Fim.

Psicopata

Era uma tarde nublada, eu e o Re estavamos andando numa rua movimentada. Ele - o psicopata - mandou novamente uma mensagem pra nós, pelo celular.
Ele dizia que teria mais 4 vítimas, e que nós não escaparíamos dessa vez.

Ficamos desesperados. E agora?
Ter escapado uma vez tinha sido muita sorte. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar! Dessa vez íamos morrer!

- Rê, vc tem férias pra tirar?
- Tenho. Por que?
- Vamos tirar férias e sair do país, até... até ele ser preso.
- Não podemos parar de viver por causa de um lunático.
- E o que vamos fazer? Viver com medo?
- Nós vamos atrás dele. Escuta: vc se lembra como ele nos pegou da primeira vez?
- Claro! Estava chovendo, fomos comprar um guarda chuva e então já tínhamos sido levados... foi tudo muito rápido.
- Vc se lembra do rosto do vendedor?
- Não muito. Ele era jovem, usava um boné preto, cabelo despenteado... Não sei. Vc sabe que não sou boa fisionomista.
- Nós vamos descobrir quem ele é!

Fiquei pensando no que teríamos que fazer enquanto isso. Talvez abandonar a casa, morar num quartinho com uma única entrada. Comprar uma arma, e fazer turnos de vigilância. Era o único jeito.

Começou a chover. Paramos parar comprar um guarda chuva num camelô.
- Vai escolhendo enquanto eu pago.
- Ok.
(...)
- Rê? Rê? Cadê você?

E então ele e o vendedor de guarda chuva haviam sumido.
Em volta, tudo o que eu via eram guarda chuvas abertos, não conseguia reconhecer ninguém. E a água caindo do céu se misturava às minhas lágrimas enquanto eu percebia a realidade: o psicopata chegou antes. Fim.

Wrap Your Troubles in Dreams

"Life goes on without any breaks
I got it baby what it takes
Dreaming on and on of better days
So many things to get done
(...)
WRAP YOUR TROUBLES IN DREAMS
It ain't that hard it seems"
- "Wrap Your Troubles in Dreams", The 69 Eyes -

Passei a manhã inteira day dreaming, estou mais animada e mais feliz! :)

Escola

Eu estava na escola que estudei quando era pequena (dos 6 aos 12 anos).
Ela estava sendo reformada para virar uma faculdade, e eu iria estudar lá.
Andei por seus corredores, por suas salas, e estava tudo muito maior e mais bonito. Enquanto fazia esse "tour" uma funcionária da escola dizia que ainda iam construir mais andares em cima, e que ia ficar muito maior do que já estava. Fim.

Series Finale de Breaking Bad

2 avisos:
1- foi um sonho, então não tem nada a ver com a série de verdade... alias, Breaking Bad não acabou e foi até renovada para mais temporadas.
2- quem nunca assistiu e quer assistir, ou está assistindo mas ainda não está "em dia" com a série, melhor não ler o sonho a seguir pq vai ter spoiler.
[SPOILER ALERT]
Ok, agora vcs leem por sua conta e risco.
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Era o final da série Breaking Bad.
Foi um final muito inusitado e ao mesmo tempo legal, eu terminei de ver com aquela sensação de que valeu a pena ter acompanhado até o fim.

A série é sobre um professor de química (Mr. White) que descobre que tem cancêr terminal, e para não deixar a família passando necessidade, usa seus conhecimentos de quimica junto a um ex aluno (Pinkman) para fazer drogas e ficar rico.
Claro que durante os episódios nada é tão simples assim, e ele só se ferra.

No último episódio, o Pinkman percebe que a vida desgarrada que ele tem não vai levá-lo a lugar nenhum, e ele usa o dinheiro que ganhou com a venda das drogas para fazer faculdade de química, seguindo então os passos do Mr. White.

Mr. White consegue finalmente se aposentar e deixar um bom pé de meia para a família. A Skyler aceita ele de volta, e ele pode viver o resto de vida que lhe sobra criando os filhos tranquilamente. Fim.

Escassez de sonhos

Estou passando por um período de escassez de sonhos.
Não sei porque, andei meio triste por causa da morte do coelho, também estou um pouco desgostosa de algumas coisas da vida... Já estou aqui onde trabalho há 2 anos e meio e a rotina começa a se instalar, parece que a morosidade daqui acaba pegando a minha vida e me deixando igual.

Eu me sinto muito cansada, quando deito durmo instantaneamente. Mal tenho tempo de sonhar direito, nem mesmo sonhar acordada. Estou usando meu tempo de folga para ler, até que estou lendo bastante, mas não tenho mais tempo para divagar, pensar, sonhar. Parece que o mundo é grande demais, e eu tenho que fazer mil coisas pra alcança-lo... e ao mesmo tempo, fico cansada demais pra fazer qualquer coisa.

As fadas, criaturas essencialmente do mundo dos sonhos, quando envelhecem correm o risco de cair na banalidade para sempre, e elas esquecem que são fadas. Acho que se eu fosse fada teria esse problema.

Clone

Eu estava conversando com o Reinaldo, mas não era exatamente ele, era uma pessoa quase igual, um clone, ou uma sósia.
Eu subi num murinho para ficarmos da mesma altura, foi aí que percebi que não era o Rê.
Disse pra ele que não queria uma cópia, queria o original, e ele ficava tentando me convencer que pra mim ia dar no mesmo.
Então eu disse: talvez você até sinta por mim o mesmo que ele, mas eu nunca vou sentir por você o mesmo que sinto por ele, então é muito injusto o que você está tentando fazer com você mesmo. Eu nunca largaria ele pra ficar com você ou com ninguém.

Então cada um de nós foi para um lado. Fim.

Padaria

Eu estava numa padaria com meu amigo Arthur.
Pegávamos diversas coisas, como pães e baguetes recheadas, doces e alguns bolos.
Quando íamos pagar, queriam cobrar um valor maior do que estava no preço dos produtos.
Reclamamos, e a atendende disse que o preço escrito era na verdade "uma idéia de preço" e não o preço real.
O Arthur disse para irmos embora sem comprar nada, mas eu fiquei tão revoltada que fiquei gritando que ia processá-los, pois o código do consumidor dizia que eles tinham que cobrar o valor mais baixo sempre. Fim.

Monocelha

Era um mundo onde as sobrancelhas não existiam. Todas as pessoas tinham monocelhas e eramos felizes assim. Éramos todos um pouco Frida Kahlo. Fim.

Kung Fu, Assalto e Sentença de Morte

Eu estava num lugar bem grande de treinamento de Kung Fu, era tipo uma Irmandade, havia regras rígida e tudo o mais.
Todos os anos, uma pessoa era escolhida para fazer um certo papel lá na Irmandade, era algo muito sofrido e a pessoa inevitavelmente morria no fim.
Apesar disso, todo mundo exaltava essa posição, e todo mundo queria ter a "honra" de ser escolhido, mesmo que fosse morrer.

Eu achava aquilo absurdo, no começo eu não acreditava que realmente morresse, até que pessoas que eu conhecia iam se candidatar e perguntaram se eu não queria ir junto.
Quando eu vi que era a sério, fiquei horrorizada, revoltada. Não conseguia entender o que levava as pessoas a desejar uma coisa dessas.

Então, fui perguntar ao mestre:
- O que leva uma pessoa a querer algo assim?
E ele se sentiu ofendido pela pergunta, como se fosse algo tão natural e eu fosse um aberração por não entender e ainda ousar perguntar.
Ele me deu a maior bronca e fui mandada para casa, como "de castigo".

Cheguei em casa, e escrevi um texto comentando que eu não entendia e não concordava com tamanho sacrifício, que eu nunca iria querer aquilo pra mim, e se pessoas próximas de mim querem passar por isso, não vou impedi-las, posso apenas lamentar.
Meu desabafo foi postado no twitter, e ganhou uma grande repercussão.
No dia seguinte, o telefone ligou e fui avisada que fui expulsa da Irmandade de Kung Fu, e a punição pela expulsão é a morte.

Fiquei preocupada, tinha que fugir de tudo que conhecia e começar uma vida nova em outro lugar, onde ninguém me conhecia.
Então, um amigo se ofereceu de que eu o acompanhasse num assalto, e eu ganharia um bom dinheiro.
Segundo ele, não seria difícil, bastava ir a casa de uma família e levar uma caixa de sapato com roldanas dentro, eles nem iam perceber. Cada roldana custava 50 mil dólares, e vinha umas 20 roldanas na caixa.

Ele não tinha muito planejamento, e iríamos em três pessoas.
Ele conhecia a filha da família, iríamos lá para almoçar com eles e tentaríamos furtar a caixa. Caso não conseguíssimos, seria um assalto a mão armadas.
Estava preocupada, e fiz para mim um álibi.
Havia um cara que gostava de mim, e eu nunca tinha dado bola pra ele.
Então, eu combinei de ir ao cinema com ele, e disse pra que ele comprasse os ingressos do filme e me esperasse na porta do cinema.
O filme começaria antes do assalto, eu pretendia chegar lá um pouco atrasada, mas a tempo de ver o filme, de forma que eu usaria os ingressos do cinema como álibi, e o menino não iria me dedurar, pois gostava de mim.

O problema é que me fizeram ir com meu próprio carro até o assalto. Chegamos, ficamos lá enrolando a família, e ninguém tomava atitude.
Foi dando a hora que teria que sair de lá e nada.
Então, enquanto estavam todos na sala conversando, me esgueirei para o quarto onde sabia que estava a caixa.
Peguei a caixa, mas quando comecei a sair, o dono da casa viu.
Saí correndo, junto com meus comparsas... porém, como estávamos fugindo, se entrassemos no carro, veriam que era meu carro e conseguiriam me localizar.
Saímos correndo pela rua mesmo, com a família em nosso encalço.

Conseguimos despistá-los, estavamos numa avenida bem grande, arborizada. E para minha surpresa, encontro o mestre do kung fu que queria me matar.
Tento fugir dele, e corro para a parte da avenida que tem bastante carros, dou sinal para vários táxis, e finalmente um para.

Entro, aliviada. Peço para ir ao shopping, na hora eu esqueço o nome do shopping, mas no fim me lembro e vamos pra lá.
Encontro o mocinho na porta do cinema, dá tudo certo.
Vimos o filme, e quando saímos de lá, a polícia me prende, com algema e tudo.

Enquanto estou sendo levada, grito para o meu encontro: "arrume um advogado pra mim!".
Eu sabia que não podia ficar presa, pois senão a Irmandade me acharia e eu seria morta ali mesmo.
Eu me mostro indiganada com o policial, fico dizendo que ele não tem porque me prender, que eu não fiz nada, só fui ao cinema,
Ele diz que meu carro foi encontrado em frente ao local de um assalto.
E então eu tiro da bolsa um B.O. onde mostra que meu carro foi roubado naquela manhã.

Fico chorando e fingindo indignação até que me soltam - minha atuação é tão boa que até eu fico admirada - chega o advogado que o mocinho arrumou, e eu digo que não vou nem pagar fiança nem nada, que me recuso, pois sou inocente e não tem nada que possa provar que eu fiz alguma coisa errada.
Me soltam, pego minha parte do dinheiro com meus comparsas, e fujo pra sempre da Irmandande do Kung Fu. Fim.

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Foi um sonho bem maluco
Apesar do contexto bizarro, essa parte de não aceitar e não compreender algo que para muita gente é normal sempre acontece comigo.

Vou contar uma história real.
Era uma vez eu e minha mãe assistindo a um filme do Woody Allen. Eu devia ter uns 8 anos de idade.
Nesse filme o personagem se descobre infértil, e ele fica muito triste, e diz que os melhores segundos da vida dele foi quando a mulher dele achava que estava grávida até descobrirem que não.
Daí eu disse expontaneamente:
- Nossa, que cara infeliz! Se esse foi o melhor momento da vida dele, a vida dele é uma merda.
Nessa hora minha mãe ficou horrorizada, ficou brava, começou a brigar comigo, dizendo que eu não tinha idéia de como isso era algo importante, como era sim a melhor coisa que podia acontecer com uma pessoa e que eu era muito nova pra entender.

Acontece que eu nunca entendi.
E muitas vezes na minha vida, certas convicções que tenho desde que me conhece por gente, causam esse tipo de reação nas pessoas: ficam horrorizados!
E eu fico horrorizada de volta, como pode algo tão natural pra mim deixar alguém tão exasperado?
Desde esse dia que citei acima, aprendi a guardar minhas idéias só pra mim, e me recuso a viver sob a dependencia de alguém (pra nao ser obrigada a fazer coisas que nao quero).
As vezes até finjo certas emoções e certos comportamentos, para não causar estranheza e questionamentos.

Esse sonho tem tudo a ver com esse sentimento... eu falo algo que parece completamente normal pra mim, uma questão de lógica, e as pessoas se sentem ofendidas pela minha opinião, e querem me caçar e matar pelo que penso.
No final, minhas idéias são totalmente inofensivas pro mundo, já que não atingem ninguém, só a mim.
E as pessoas, a grande maioria esmagadora da população, que se sentem "ofendidas" pelas minhas idéias, é que acabam me machucando, me reprimindo, me censurando.

Vermes

Eu entrava no meu quarto, e do lado da cama via algo branco no chão.
Me aproximava para ver melhor, e quando abaixava... tcharam.. era um verminho branco, que se movimentava.

Fiquei com muito nojo, e chamei o Rê para tirar o verme para mim. Ele me disse que eu tinha que superar esse nojo de vermes, e que sempre tem muitos vermes nas batatas, e já que eu gosto de batatas, tinha que me acostumar com isso, e que a melhor maneira de superar o nojo seria eu mesma tirando o verme.
Então ele me deu dois papeis meio grossos, era pra eu usar um para empurrar o verme no outro e então jogar no lixo.

Fui lá e tirei o verme, e na hora não tive nojo, me senti bem por conseguir fazer sozinha.
Nessa hora fiquei com dó do verme, de joga-lo no lixo e matá-lo, e o joguei pela janela, e gritei:
Vá verme, vá e seja livre, vire uma borboleta e saia voando. Fim.